A Organização Não Osteosarcoma foi criada pelas sócias Sabrina Belon e Michele de Souza com o objetivo de prestar apoio a pesquisas destinadas ao tratamento do Osteosarcoma, um tipo raro de câncer que atinge ossos longos e chatos e que é pouco conhecido dificultado o diagnóstico pela falta de preparo de muitos profissionais ocasionando amputação do membro e possíveis metástases (novos focos tumorais) em outros ossos e no pulmão.
A iniciativa foi causada pelo interesse e conhecimento que ambas adquiriram sobre este tipo de câncer após Sabrina Belon ter desenvolvido a doença no final do ano de 2008.
Percebendo o quanto esta doença ainda não está sendo pesquisada no Brasil, ao contrário de outros muitos lugares no mundo, as sócias da Ciber NSA decidiram fundar a Organização para difundir a existência da doença levando informações relevantes a pessoas e médicos de pequenos postos de saúde uma vez que a Sabrina só tomou conhecimento da doença no início de 2009 quando observando a falha de um posto de saúde ao diagnosticar o inchaço próximo ao joelho como uma inflamação na rótula. Tal falha proporcionou a ela a piora no prognóstico, tendo produzido metástases, e a amputação da perna esquerda estando ainda hoje sob tratamento lutando para dizimar as metástases desenvolvidas pelo diagnóstico tardio da doença.
Como ambas dirigentes da Organização possuem conhecimento sobre pesquisas internacionais relacionadas a doença e novos tratamentos, além de já atuarem no desenvolvimento de tecnologias relacionadas a medicina também com projetos voltados para o câncer, observaram o quanto falta no Brasil entidades que exerçam um papel fundamental no apoio a pesquisas relacionadas a doença, iniciando um esforço para que pesquisas sejam liberadas no nosso país e para que pesquisas internacionais em que já hajam medicamentos liberados para testes possam ser disponibilizados aqui no nosso país, oferecendo ao portador da doença melhores medicamentos para o tratamento e maior esperança de cura e de preservação do membro ou local afetado.
Apoie nossa causa. Estamos aqui para unir forças a favor de um objetivo importante pois há muitas pessoas sofrendo por estarem com um tipo de câncer raro e que não interessa muito para os laboratórios investirem já que são poucos portadores da doença se comparados a portadores de câncer de útero, mama, reto, próstata entre outros mais comuns.
Vamos brigar por essa causa se necessário, não importa se teremos que lutar semanas ou meses, pretendemos forçar a autorização dessas pesquisas aqui no Brasil.
Oportunidade para todos.
segunda-feira, 27 de dezembro de 2010
sexta-feira, 23 de abril de 2010
Uma investigação aumenta as possibilidades de personalizar o tratamento do osteosarcoma infantil
Uma investigação aumenta as possibilidades de personalizar o tratamento do osteosarcoma infantil
Segundo os resultados de um estudo elaborado por especialistas da Clínica Universidade de Navarra e da Universidade de Navarra, que se publicará proximamente na revista científica especializada "The Journal of Pediatrics". A doutora Marta Zalacain, uma das pesquisadoras, superou um osteosarcoma faz 21 anos e pesquisa agora com a equipe que a tratou.
15/2/2009.
Uma equipe de especialistas da Clínica Universidade de Navarra comprovou a existência de variantes genéticas que apresentam maior resistência a um determinado tratamento e uma maior toxicidade do fármaco em alguns pacientes infantis afetados de osteosarcoma. Deste modo, o trabalho aprofunda nos mecanismos da doença para poder obter no futuro uma personalização terapêutica.
Em concreto, a investigação se centrou na análise dos efeitos secundários devidos à administração de metotrexato em cem destes pacientes. “Elegemos este medicamento porque para tratar o osteosarcoma infantil se administram doses muito elevadas, quantificadas em gramas, o que significa multiplicar por mil as doses de metotrexato que se aplicam em outras doenças oncológicas mais frequentes, como pode ser a leucemia. Umas doses tão altas podem provocar efeitos tóxicos muito importantes, daí a necessidade de conhecer os mecanismos genéticos que intervêm na resistência ao tratamento e na tolerância ao fármaco”, detalha a doutora Ana Patiño, pesquisadora principal do artigo que se publicará na revista científica “The Journal of Pediatrics”, segunda de maior impacto mundial em sua especialidade.
No estudo participaram também o doutor Luis Sierrasesúmaga, diretor do departamento de Pediatria da Clínica Universidade de Navarra e especialista em oncologia pediátrica, como autor sênior; a doutora em Ciências Biológicas, Marta Zalacain (Universidade de Navarra); o doutor Mikel San Julián, especialista em Cirurgia Ortopédica e Traumatologia e a técnico de laboratório, Lucía Marrodán (Universidade de Navarra). Cabe destacar que a doutora Marta Zalacain sofreu aos 11 anos um osteosarcoma, patologia da que foi tratada e curada na Clínica pela equipe do doutor Sierrasesúmaga, grupo com o que esta bióloga e bioquímica atualmente trabalha e pesquisa os mecanismos da doença.
Série importante de pacientes
O trabalho foi elaborado sobre uma série de 100 pacientes, uma das mais longas do mundo dada a escassa incidência da doença, estimada anualmente numa pessoa por cada milhão de habitantes. Para dar uma idéia da importância da série estudada cabe assinalar “que em toda Espanha se diagnosticam uma média anual de 45 pacientes infantis afetados por um osteosarcoma. Por tanto, a centena de pacientes que estudamos supõe uma série muito longa que ademais contribui a excepcionalidad de oferecer acesso a seu material genético, ao material do tumor e a todos os dados clínicos completos dos cem pacientes estudados”, afirma o doutor Sierrasesúmaga.
Um 70% de sobrevivência na Clínica
O prognóstico de sobrevivência dos pacientes pediátricos tratados na Clínica Universidade de Navarra de um osteosarcoma, incluídos os metastásicos, situa-se no 70%, frente ao 60-65% em media de outros centros internacionais de referência no tratamento desta doença oncológica. “Como conseqüência da elevada sobrevivência obtida –adiciona a doutora Patiño- nossa preocupação não só se centra nos pacientes que tratamos, senão também na qualidade de vida daqueles que superam a doença, desse 70%”. Com tal motivo, o objetivo do trabalho de investigação radica em encontrar ferramentas terapêuticas que minimizem os efeitos tóxicos dos tratamentos e maximizem os efeitos terapêuticos.
“Observando as variantes genéticas dos genes implicados no metabolismo do metotrexato comprovamos que algumas destas variantes estão sócias a diferente toxicidade do fármaco e a obter melhores ou piores efeitos terapêuticos”, descreve a especialista. Em concreto, a equipe investigadora estudou as variantes genéticas dos meninos em quem os tumores se apresentavam intrinsecamente resistentes ao medicamento. São aqueles pacientes nos que é necessário administrar doses muito elevadas de metotrexato para obter uma boa resposta.
Para conhecer estes detalhes, os pesquisadores contaram com a estreita colaboração do departamento de Farmacologia da Clínica Universidade de Navarra onde se analisou a cinética do fármaco em sangue em cada um dos pacientes estudados. “Deste modo, comprovamos se o menino eliminava a quantidade de fármaco que restava depois de ter produzido o efeito terapêutico necessário, já que em caso que não o eliminasse, podia provocar-lhe uma toxicidade importante”, adverte a doutora Patiño.
Como resultado da investigação, os especialistas identificaram a variante genética responsável dessa maior toxicidade do metotrexato que afeta a determinados meninos com osteosarcoma. “Ainda que por enquanto, o genótipo não muda ainda o tratamento da doença, o objetivo é ir ampliando de forma paulatina este tipo de estudos genéticos mediante uma análise cujos resultados podem obter-se facilmente, numa hora e meia. Neste sentido, se trataria de localizar novos genes e poder ir ajustando assim as doses dos diferentes fármacos que administramos para conseguir maximizar os resultados terapêuticos e minimizar a toxicidade em cada um dos pacientes tratados”, conclui a pesquisadora.
Segundo os resultados de um estudo elaborado por especialistas da Clínica Universidade de Navarra e da Universidade de Navarra, que se publicará proximamente na revista científica especializada "The Journal of Pediatrics". A doutora Marta Zalacain, uma das pesquisadoras, superou um osteosarcoma faz 21 anos e pesquisa agora com a equipe que a tratou.
15/2/2009.
Uma equipe de especialistas da Clínica Universidade de Navarra comprovou a existência de variantes genéticas que apresentam maior resistência a um determinado tratamento e uma maior toxicidade do fármaco em alguns pacientes infantis afetados de osteosarcoma. Deste modo, o trabalho aprofunda nos mecanismos da doença para poder obter no futuro uma personalização terapêutica.
Em concreto, a investigação se centrou na análise dos efeitos secundários devidos à administração de metotrexato em cem destes pacientes. “Elegemos este medicamento porque para tratar o osteosarcoma infantil se administram doses muito elevadas, quantificadas em gramas, o que significa multiplicar por mil as doses de metotrexato que se aplicam em outras doenças oncológicas mais frequentes, como pode ser a leucemia. Umas doses tão altas podem provocar efeitos tóxicos muito importantes, daí a necessidade de conhecer os mecanismos genéticos que intervêm na resistência ao tratamento e na tolerância ao fármaco”, detalha a doutora Ana Patiño, pesquisadora principal do artigo que se publicará na revista científica “The Journal of Pediatrics”, segunda de maior impacto mundial em sua especialidade.
No estudo participaram também o doutor Luis Sierrasesúmaga, diretor do departamento de Pediatria da Clínica Universidade de Navarra e especialista em oncologia pediátrica, como autor sênior; a doutora em Ciências Biológicas, Marta Zalacain (Universidade de Navarra); o doutor Mikel San Julián, especialista em Cirurgia Ortopédica e Traumatologia e a técnico de laboratório, Lucía Marrodán (Universidade de Navarra). Cabe destacar que a doutora Marta Zalacain sofreu aos 11 anos um osteosarcoma, patologia da que foi tratada e curada na Clínica pela equipe do doutor Sierrasesúmaga, grupo com o que esta bióloga e bioquímica atualmente trabalha e pesquisa os mecanismos da doença.
Série importante de pacientes
O trabalho foi elaborado sobre uma série de 100 pacientes, uma das mais longas do mundo dada a escassa incidência da doença, estimada anualmente numa pessoa por cada milhão de habitantes. Para dar uma idéia da importância da série estudada cabe assinalar “que em toda Espanha se diagnosticam uma média anual de 45 pacientes infantis afetados por um osteosarcoma. Por tanto, a centena de pacientes que estudamos supõe uma série muito longa que ademais contribui a excepcionalidad de oferecer acesso a seu material genético, ao material do tumor e a todos os dados clínicos completos dos cem pacientes estudados”, afirma o doutor Sierrasesúmaga.
Um 70% de sobrevivência na Clínica
O prognóstico de sobrevivência dos pacientes pediátricos tratados na Clínica Universidade de Navarra de um osteosarcoma, incluídos os metastásicos, situa-se no 70%, frente ao 60-65% em media de outros centros internacionais de referência no tratamento desta doença oncológica. “Como conseqüência da elevada sobrevivência obtida –adiciona a doutora Patiño- nossa preocupação não só se centra nos pacientes que tratamos, senão também na qualidade de vida daqueles que superam a doença, desse 70%”. Com tal motivo, o objetivo do trabalho de investigação radica em encontrar ferramentas terapêuticas que minimizem os efeitos tóxicos dos tratamentos e maximizem os efeitos terapêuticos.
“Observando as variantes genéticas dos genes implicados no metabolismo do metotrexato comprovamos que algumas destas variantes estão sócias a diferente toxicidade do fármaco e a obter melhores ou piores efeitos terapêuticos”, descreve a especialista. Em concreto, a equipe investigadora estudou as variantes genéticas dos meninos em quem os tumores se apresentavam intrinsecamente resistentes ao medicamento. São aqueles pacientes nos que é necessário administrar doses muito elevadas de metotrexato para obter uma boa resposta.
Para conhecer estes detalhes, os pesquisadores contaram com a estreita colaboração do departamento de Farmacologia da Clínica Universidade de Navarra onde se analisou a cinética do fármaco em sangue em cada um dos pacientes estudados. “Deste modo, comprovamos se o menino eliminava a quantidade de fármaco que restava depois de ter produzido o efeito terapêutico necessário, já que em caso que não o eliminasse, podia provocar-lhe uma toxicidade importante”, adverte a doutora Patiño.
Como resultado da investigação, os especialistas identificaram a variante genética responsável dessa maior toxicidade do metotrexato que afeta a determinados meninos com osteosarcoma. “Ainda que por enquanto, o genótipo não muda ainda o tratamento da doença, o objetivo é ir ampliando de forma paulatina este tipo de estudos genéticos mediante uma análise cujos resultados podem obter-se facilmente, numa hora e meia. Neste sentido, se trataria de localizar novos genes e poder ir ajustando assim as doses dos diferentes fármacos que administramos para conseguir maximizar os resultados terapêuticos e minimizar a toxicidade em cada um dos pacientes tratados”, conclui a pesquisadora.
Médicos implantam prótese que 'cresce' em menina no Texas
Morgan LaRue, de nove anos, teve câncer ósseo e procedimento vai evitar novas cirurgias.
BBC
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Uma menina de 9 anos foi a primeira paciente de câncer no Texas, nos Estados Unidos, a se beneficiar de um procedimento médico que permite que a prótese de um osso "cresça" sem que sejam necessárias novas cirurgias.
Morgan LaRue foi diagnosticada com osteossarcoma (um tipo de câncer que afeta os ossos) em dezembro passado e, depois de passar por quimioterapia, foi operada para a retirada de um tumor em março no Texas Children's Cancer Center, do Texas Children's Hospital, em Houston.
No lugar do osso, os médicos colocaram uma prótese de metal que pode ser estendida magneticamente, sem a necessidade de cirurgia. Isso vai evitar que a menina passe por cerca de 10 novas cirurgias para aumentar a prótese e manter a perna esquerda da mesma altura que a direita.
Apesar de a técnica desenvolvida por médicos britânicos ser amplamente utilizada na Europa, ela ainda não foi aprovada pelas autoridades de saúde americanas, e a família de Morgan teve que pedir uma autorização especial para adotar o procedimento. Até hoje, apenas 15 pacientes passaram pelo procedimento nos Estados Unidos.
Sem a autorização, o seguro médico da menina não pagaria os custos do tratamento, nem o valor da prótese. A prótese é feita especialmente para cada paciente.
Nesta semana, ela foi ao hospital pela primeira vez desde a operação para estender a perna magneticamente.
Ao colocar a perna em uma espécie de cilindro magnético, os médicos conseguiram estender a prótese sem ter que fazer qualquer intervenção cirúrgica.
"A diferença que esta prótese faz para a Morgan é incrível", disse o cirurgião Rex Marco, que realizou a operação. "A qualidade de vida dela será muito mais alta do que se ela tivesse que realizar cirurgias constantemente."
"Morgan já passou por muito tratamento para seu câncer", disse sua oncologista Lisa Wang, "e isso vai impedir que ela passe por novas e desconfortáveis cirurgias".
O osteossarcoma é o tumor maligno ósseo mais comum na infância. Normalmente ele afeta ossos dos membros e ocorre na segunda década da vida.
Entre 60% e 70% das crianças com osteossarcoma localizado (sem evidências de que tenha se espalhado) sobrevivem à doença, depois do tratamento.
"Morgan sempre manteve a atitude de 'eu vou vencer isso', mesmo quando passou por uma série de sessões de quimioterapia e outros procedimentos médicos", disse a mãe dela, Ashley LaRue.
"Ela tem sido impressionante. Estamos muito felizes porque ela não vai precisar passar por outras cirurgias apenas para estender suas pernas."
ttp://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2010/04/medicos-implantam-protese-que-cresce-em-menina-no-texas.html
BBC
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Uma menina de 9 anos foi a primeira paciente de câncer no Texas, nos Estados Unidos, a se beneficiar de um procedimento médico que permite que a prótese de um osso "cresça" sem que sejam necessárias novas cirurgias.
Morgan LaRue foi diagnosticada com osteossarcoma (um tipo de câncer que afeta os ossos) em dezembro passado e, depois de passar por quimioterapia, foi operada para a retirada de um tumor em março no Texas Children's Cancer Center, do Texas Children's Hospital, em Houston.
No lugar do osso, os médicos colocaram uma prótese de metal que pode ser estendida magneticamente, sem a necessidade de cirurgia. Isso vai evitar que a menina passe por cerca de 10 novas cirurgias para aumentar a prótese e manter a perna esquerda da mesma altura que a direita.
Apesar de a técnica desenvolvida por médicos britânicos ser amplamente utilizada na Europa, ela ainda não foi aprovada pelas autoridades de saúde americanas, e a família de Morgan teve que pedir uma autorização especial para adotar o procedimento. Até hoje, apenas 15 pacientes passaram pelo procedimento nos Estados Unidos.
Sem a autorização, o seguro médico da menina não pagaria os custos do tratamento, nem o valor da prótese. A prótese é feita especialmente para cada paciente.
Nesta semana, ela foi ao hospital pela primeira vez desde a operação para estender a perna magneticamente.
Ao colocar a perna em uma espécie de cilindro magnético, os médicos conseguiram estender a prótese sem ter que fazer qualquer intervenção cirúrgica.
"A diferença que esta prótese faz para a Morgan é incrível", disse o cirurgião Rex Marco, que realizou a operação. "A qualidade de vida dela será muito mais alta do que se ela tivesse que realizar cirurgias constantemente."
"Morgan já passou por muito tratamento para seu câncer", disse sua oncologista Lisa Wang, "e isso vai impedir que ela passe por novas e desconfortáveis cirurgias".
O osteossarcoma é o tumor maligno ósseo mais comum na infância. Normalmente ele afeta ossos dos membros e ocorre na segunda década da vida.
Entre 60% e 70% das crianças com osteossarcoma localizado (sem evidências de que tenha se espalhado) sobrevivem à doença, depois do tratamento.
"Morgan sempre manteve a atitude de 'eu vou vencer isso', mesmo quando passou por uma série de sessões de quimioterapia e outros procedimentos médicos", disse a mãe dela, Ashley LaRue.
"Ela tem sido impressionante. Estamos muito felizes porque ela não vai precisar passar por outras cirurgias apenas para estender suas pernas."
ttp://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2010/04/medicos-implantam-protese-que-cresce-em-menina-no-texas.html
PARA VOCÊ SABER: Takeda lança MEPACT na UE para o osteosarcoma
Takeda anunciou na segunda-feira o lançamento de MEPACT (mifamurtida) na UE. A droga é "o primeiro novo tratamento em 20 anos para melhorar a sobrevida em pacientes com osteosarcoma", observou a farmacêutica.
MEPACT é usado em combinação com a quimioterapia e é indicado para o tratamento de alto grau, ressecável, osteossarcoma não-metastático após a remoção cirúrgica completa do tumor em crianças, adolescentes e adultos jovens.
Reembolso decisões finais em países europeus são esperados ao longo de 2010, Takeda declarou. O Japão-baseado companhia adquirida MEPACT pela compra da IDM Pharma em 2009.
http://medicaldobrasil.blogspot.com/2010/02/takeda-lanca-mepact-na-ue-para-o.html
MEPACT é usado em combinação com a quimioterapia e é indicado para o tratamento de alto grau, ressecável, osteossarcoma não-metastático após a remoção cirúrgica completa do tumor em crianças, adolescentes e adultos jovens.
Reembolso decisões finais em países europeus são esperados ao longo de 2010, Takeda declarou. O Japão-baseado companhia adquirida MEPACT pela compra da IDM Pharma em 2009.
http://medicaldobrasil.blogspot.com/2010/02/takeda-lanca-mepact-na-ue-para-o.html
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segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010
Laboratórios não investem em pesquisa porque não dá lucro!
É exatamente isso!
A maior parte dos laboratórios não investem em pesquisas para novos tratamentos contra o osteosarcoma porque não é lucrativo.
Segundo alguns centros de pesquisa que atuam no desenvolvimento de pesquisas para novos medicamentos e tratamentos contra vários tipos de câncer a dificuldade em desenvolver trabalhos para tratamento do osteosarcoma está na aprovação dos projetos de pesquisas junto aos conselhos e isso se dá principalmente porque falta investimento para que essas pesquisas sejam relevantes para a aprovação.
O osteosarcoma é um tipo de tumor ósseo raro, para os laboratórios não é viável investir em um projeto de pesquisa que não renderá tantos lucros quanto rendem os medicamentos para outros tipos de câncer mais comuns como o de colo retal, mama e próstata.
Na Europa e nos EUA já existem pesquisas relevantes sendo realizadas para criação de Anticorpos monoclonais para tratamento do osteosarcoma.
Os Anticorpos monoclonais são medicamento desenvolvidos recentemente, são o que há de mais novo no tratamento contra câncer, eles possuem a propriedade de encontrar e "grudar" nas células cancerígenas fazendo com que assim o próprio sistema de defesa do organismo seja capaz de reconhecer o anticorpo como invasor e atacar essas células promovendo assim a morte da doença.
Os Anticorpos monoclonais para osteosarcoma já estão em processo de teste científico e logo estarão disponibilizados para testes clínicos em humanos porém a triste notícia e que isso será feito em países europeus e na américa uma vez que no Brasil não há trabalho semelhante nem apoio para que seja feito uso compacionado dessa pesquisa aqui no nosso país.
Outro tratamento relevante e que já está em teste clínico está sendo realizado pelo Dr. Michael Loebinger, da University College de Londres. Trata-se de um tratamento usando células tronco mesenquimais que são alteradas para ativar a proteína "Trail" capacitando essas células para encontrarem e matarem as células cancerígenas, a má notícia é que, para variar, isso não estará disponível aqui no Brasil, isso torna bem visível que pobre aqui não tem vez, nem classe média, o portador da doença tem duas chances, ou tem a grana para ir para um país desse e ficar um tempo fazendo tratamento ou se dana pelejando até ter a sorte de curar-se ou o azar de não conquistar a cura.
Isso é um absurdo em um país como o nosso!
Um país tão grande e rico como o Brasil sujeita a população a viver sempre na linha entre o comer ou o não comer, o trabalhar ou não trabalhar, o ter atendimento eficaz para uma doença ou esperar pela morte.
Se os laboratórios fossem comandados por pessoas com coração e não apenas por pessoas que somente com conta bancária poderia ocorrer de várias pessoas não serem mutiladas, perdendo pé, braço, mão, perna ou outro parte do corpo porque dependem da sorte de responderem aos medicamentos existentes e disponíveis aqui.
Essa doença afeta principalmente crianças na primeira década de vida, são crianças que sofrem na quimioterapia ou na radioterapia, crianças que perdem parte do corpo porque diagnóstico tardio ou por resistência as drogas disponíveis.
É necessário as pessoas juntarem-se e abrirem reclamações junto a órgão como o CONEP (Conselho Nacional de Saúde) porque temos profissionais interessados em trabalhar em pesquisas como as mencionadas acima ou em outras que mencionaremos posteriormente. Profissionais que querem e podem fazer mais, mas que precisam da autorização para isso.
Da nossa parte estamos promovendo trabalhos no sentido de conscientização e de pressão para que haja maior interesse da parte dos órgãos competentes, mas é preciso que mais pessoas nos ajudem, mesmo que não tenham a doença, simplesmente porque muitas pessoas tem e a maioria está ficando condenada por falta de recursos que podem ajudar na cura.
O osteosarcoma já pode ser melhor tratado usando novos recursos incluindo tratamentos com células tronco, só é preciso que as pessoas tenham acesso e que os institutos de pesquisa possam realizar trabalhos ara novas descobertas.
A maior parte dos laboratórios não investem em pesquisas para novos tratamentos contra o osteosarcoma porque não é lucrativo.
Segundo alguns centros de pesquisa que atuam no desenvolvimento de pesquisas para novos medicamentos e tratamentos contra vários tipos de câncer a dificuldade em desenvolver trabalhos para tratamento do osteosarcoma está na aprovação dos projetos de pesquisas junto aos conselhos e isso se dá principalmente porque falta investimento para que essas pesquisas sejam relevantes para a aprovação.
O osteosarcoma é um tipo de tumor ósseo raro, para os laboratórios não é viável investir em um projeto de pesquisa que não renderá tantos lucros quanto rendem os medicamentos para outros tipos de câncer mais comuns como o de colo retal, mama e próstata.
Na Europa e nos EUA já existem pesquisas relevantes sendo realizadas para criação de Anticorpos monoclonais para tratamento do osteosarcoma.
Os Anticorpos monoclonais são medicamento desenvolvidos recentemente, são o que há de mais novo no tratamento contra câncer, eles possuem a propriedade de encontrar e "grudar" nas células cancerígenas fazendo com que assim o próprio sistema de defesa do organismo seja capaz de reconhecer o anticorpo como invasor e atacar essas células promovendo assim a morte da doença.
Os Anticorpos monoclonais para osteosarcoma já estão em processo de teste científico e logo estarão disponibilizados para testes clínicos em humanos porém a triste notícia e que isso será feito em países europeus e na américa uma vez que no Brasil não há trabalho semelhante nem apoio para que seja feito uso compacionado dessa pesquisa aqui no nosso país.
Outro tratamento relevante e que já está em teste clínico está sendo realizado pelo Dr. Michael Loebinger, da University College de Londres. Trata-se de um tratamento usando células tronco mesenquimais que são alteradas para ativar a proteína "Trail" capacitando essas células para encontrarem e matarem as células cancerígenas, a má notícia é que, para variar, isso não estará disponível aqui no Brasil, isso torna bem visível que pobre aqui não tem vez, nem classe média, o portador da doença tem duas chances, ou tem a grana para ir para um país desse e ficar um tempo fazendo tratamento ou se dana pelejando até ter a sorte de curar-se ou o azar de não conquistar a cura.
Isso é um absurdo em um país como o nosso!
Um país tão grande e rico como o Brasil sujeita a população a viver sempre na linha entre o comer ou o não comer, o trabalhar ou não trabalhar, o ter atendimento eficaz para uma doença ou esperar pela morte.
Se os laboratórios fossem comandados por pessoas com coração e não apenas por pessoas que somente com conta bancária poderia ocorrer de várias pessoas não serem mutiladas, perdendo pé, braço, mão, perna ou outro parte do corpo porque dependem da sorte de responderem aos medicamentos existentes e disponíveis aqui.
Essa doença afeta principalmente crianças na primeira década de vida, são crianças que sofrem na quimioterapia ou na radioterapia, crianças que perdem parte do corpo porque diagnóstico tardio ou por resistência as drogas disponíveis.
É necessário as pessoas juntarem-se e abrirem reclamações junto a órgão como o CONEP (Conselho Nacional de Saúde) porque temos profissionais interessados em trabalhar em pesquisas como as mencionadas acima ou em outras que mencionaremos posteriormente. Profissionais que querem e podem fazer mais, mas que precisam da autorização para isso.
Da nossa parte estamos promovendo trabalhos no sentido de conscientização e de pressão para que haja maior interesse da parte dos órgãos competentes, mas é preciso que mais pessoas nos ajudem, mesmo que não tenham a doença, simplesmente porque muitas pessoas tem e a maioria está ficando condenada por falta de recursos que podem ajudar na cura.
O osteosarcoma já pode ser melhor tratado usando novos recursos incluindo tratamentos com células tronco, só é preciso que as pessoas tenham acesso e que os institutos de pesquisa possam realizar trabalhos ara novas descobertas.
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