segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Laboratórios não investem em pesquisa porque não dá lucro!

É exatamente isso!
A maior parte dos laboratórios não investem em pesquisas para novos tratamentos contra o osteosarcoma porque não é lucrativo.
Segundo alguns centros de pesquisa que atuam no desenvolvimento de pesquisas para novos medicamentos e tratamentos contra vários tipos de câncer a dificuldade em desenvolver trabalhos para tratamento do osteosarcoma está na aprovação dos projetos de pesquisas junto aos conselhos e isso se dá principalmente porque falta investimento para que essas pesquisas sejam relevantes para a aprovação.
O osteosarcoma é um tipo de tumor ósseo raro, para os laboratórios não é viável investir em um projeto de pesquisa que não renderá tantos lucros quanto rendem os medicamentos para outros tipos de câncer mais comuns como o de colo retal, mama e próstata.
Na Europa e nos EUA já existem pesquisas relevantes sendo realizadas para criação de Anticorpos monoclonais para tratamento do osteosarcoma.
Os Anticorpos monoclonais são medicamento desenvolvidos recentemente, são o que há de mais novo no tratamento contra câncer, eles possuem a propriedade de encontrar e "grudar" nas células cancerígenas fazendo com que assim o próprio sistema de defesa do organismo seja capaz de reconhecer o anticorpo como invasor e atacar essas células promovendo assim a morte da doença.
Os Anticorpos monoclonais para osteosarcoma já estão em processo de teste científico e logo estarão disponibilizados para testes clínicos em humanos porém a triste notícia e que isso será feito em países europeus e na américa uma vez que no Brasil não há trabalho semelhante nem apoio para que seja feito uso compacionado dessa pesquisa aqui no nosso país.
Outro tratamento relevante e que já está em teste clínico está sendo realizado pelo Dr. Michael Loebinger, da University College de Londres. Trata-se de um tratamento usando células tronco mesenquimais que são alteradas para ativar a proteína "Trail" capacitando essas células para encontrarem e matarem as células cancerígenas, a má notícia é que, para variar, isso não estará disponível aqui no Brasil, isso torna bem visível que pobre aqui não tem vez, nem classe média, o portador da doença tem duas chances, ou tem a grana para ir para um país desse e ficar um tempo fazendo tratamento ou se dana pelejando até ter a sorte de curar-se ou o azar de não conquistar a cura.
Isso é um absurdo em um país como o nosso!
Um país tão grande e rico como o Brasil sujeita a população a viver sempre na linha entre o comer ou o não comer, o trabalhar ou não trabalhar, o ter atendimento eficaz para uma doença ou esperar pela morte.
Se os laboratórios fossem comandados por pessoas com coração e não apenas por pessoas que somente com conta bancária poderia ocorrer de várias pessoas não serem mutiladas, perdendo pé, braço, mão, perna ou outro parte do corpo porque dependem da sorte de responderem aos medicamentos existentes e disponíveis aqui.
Essa doença afeta principalmente crianças na primeira década de vida, são crianças que sofrem na quimioterapia ou na radioterapia, crianças que perdem parte do corpo porque diagnóstico tardio ou por resistência as drogas disponíveis.
É necessário as pessoas juntarem-se e abrirem reclamações junto a órgão como o CONEP (Conselho Nacional de Saúde) porque temos profissionais interessados em trabalhar em pesquisas como as mencionadas acima ou em outras que mencionaremos posteriormente. Profissionais que querem e podem fazer mais, mas que precisam da autorização para isso.
Da nossa parte estamos promovendo trabalhos no sentido de conscientização e de pressão para que haja maior interesse da parte dos órgãos competentes, mas é preciso que mais pessoas nos ajudem, mesmo que não tenham a doença, simplesmente porque muitas pessoas tem e a maioria está ficando condenada por falta de recursos que podem ajudar na cura.
O osteosarcoma já pode ser melhor tratado usando novos recursos incluindo tratamentos com células tronco, só é preciso que as pessoas tenham acesso e que os institutos de pesquisa possam realizar trabalhos ara novas descobertas.

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